
"O que VIDA ABUNDANTE não é "
O tema de nossa Igreja para 2011 é "Vida Abundante". Por esta expressão entendemos que há algo maior do que simplesmente viver. Vida abundante significa viver em plenitude, viver de maneira completa. É importante salientar que vida abundante não pode ser confundida com algumas expectativas comuns dos homens. Vida Abundante não é:
1- A somatória de muitos dias
A expectativa de vida dos povos tem aumentado a cada nova avaliação. No Brasil, ela gira em torno dos 73 anos para os homens e 76 para as mulheres. Os homens deveriam se aplicar ao segredo das mulheres para tal performance.
Este aumento é muito alvissareiro, mas não significa que os brasileiros estejam desfrutando a vida abundante proposta pela Palavra de Deus pelo fato de estarem vivendo mais tempo. Ao ser indagado por Faraó acerca de sua idade, Jacó respondeu nos seguintes termos: "Os dias dos anos das minhas peregrinações são cento e trinta anos; poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais, nos dias das suas peregrinações" (Gênesis 47.9).É provável que os nossos anos não sejam tão maus como o foram os de Jacó, mas dificilmente serão maiores. Portanto, esta não é a melhor medida acerca da vida abundante.
2 – O acúmulo de bens
Há diversas instituições imbuídas em medir o nível de desenvolvimento das nações. Um dos fatores mais determinantes é o econômico. Assim, se determinado país detém uma taxa per capita mais elevada, presume-se que as condições de vida sejam melhores para aquela gente. Por outro lado, os povos que ficam abaixo da linha de pobreza, por este critério praticamente não têm vida. Não desejamos fazer a apologia da miséria. Progredir materialmente não é pecado, mas é um ledo engano fazer de nossas reservas a tranquilidade da nossa alma. Um próspero empreendedor, ao final de sua abundante colheita, raciocinou da seguinte forma: "Direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te" (Lucas 12.19). E a Palavra o advertiu: "Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" (Lucas 12.20). É bom ter uma boa resposta para esta questão. Outra lembrança das Escrituras: "Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mateus 6.21).
3 – O prestígio terreal
Para muitos, a abundância da vida se esconde atrás do reconhecimento dos seus feitos. Certificados, premiações, títulos e comendas se constituem na plenitude da existência. Herodes Antipas, algoz do Apóstolo Tiago (Atos 12.1, 2) chegou a ser reconhecido como uma verdadeira divindade pelo povo, para logo a seguir ser ferido pelo Senhor, e expirado por não haver dado glória a Deus (Atos 12.21-23).
4 – O correr atrás de novidades
É insaciável a vontade humana por novidades: moda, costumes, interesses. Com que facilidade cansamos de determinados gostos e logo queremos algo diferente. Infelizmente, isto parece incluir a família, a Igreja, e valores tão fundamentais.
Nunca é demais lembrar as palavras do pregador : "O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós" (Eclesiastes 1.9-10).
Rev.Juarez Marcondes Filho
